Na cidade havia uma taberna peculiar, seu dono um antigo tabelião que herdara o estabelecimento de seu velho pai ainda mostrava o quão as palavras eram importantes. Atrás do bar, livros de sua coleção, enfeitavam a parede comida pelo tempo. Em cada mesa havia um conjunto de folhetins. Tudo em papel de segunda, afinal bebidas e livros não combinavam. As vezes o Tabelião simplesmente oferecia amendoim, uma caneca gelada de cerveja e ouvia as conversas do cliente. Essas são suas histórias.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Nova História
Meu relógio de pulso me despertou do meu sono, ainda estava escuro e pela janela escancarada o vento frio da noite invadia aquele pequeno cômodo. Levantei-me para ir ao banheiro, água no rosto e coloquei um cachecol vermelho sobre meu nariz e boca, aquele cachecol escondia boa parte do meu rosto, mas era necessário.
Saí para a noite, estava procurando um lugar para o meu café da manhã, àquela hora da manhã a a maioria das lojas estavam fechadas, mas não me importava os únicos lugares que iriam me receber não era lojas que abririam tão cedo. Andei por seis quadras até avistar uma van de cachorro quente, seu nome era Cachorro Quente do Joe, um lugar que se poderia encontrar ratos ou insetos, o que era bom, pois assim eu teria certeza que ele me atenderia.
-Boa noite. -eu disse para o homem gordo e fedorento que bebericava uma cerveja, em sua frente estava mais quatro latinhas vazias e amassadas.
-Hum.
-Você tem café? E algo para comer?
-Depende, você tem dinheiro?
Puxei do bolso algumas notas, eu tinha mais dinheiro, mas não iria sacar todo o meu dinheiro, apesar de achar que ele não seria páreo para mim, tinha aprendido que motivar a cobiça das pessoas era perigoso demais, tinha entrado pelo cano justamente por isso. Ele se virou foi pegar um caneca que estivesse mais ou menos limpa e botou um molho rançoso para esquentar, peguei a comida e saí de perto, não era bom eu me misturar com as pessoas.
Subi até o telhado de um prédio pela escada de emergência, a cada passo a escada rangia pelo tempo e ferrugem. sentei no chão e estendi a mão para o café e cachorro quente rançoso e o café foi limpo e o cachorro quente se transformou em um pão quente com manteiga, ovos mexidos e uma laranja e nenhuma chance de eu ficar doente com aquilo. Tomei o meu café da manhã deitei no chão esperando o sol surgir.
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