Em uma estranha taberna que não vendia só bebidas, como também
disponibiliza livros e cultura para os clientes, mesmo contrariando a
ordem lógica. Risadas foram ouvidas do lado de fora, o antigo tabelião e
agora dono do bar, foi ver o que estava acontecendo na rua, encontrou
um homem sorrindo feliz da vida, quase de maneira histérica, em cada
braço dele havia uma mulher estonteante, o tabelião olhou para aquela
cena, as duas mulheres pareciam adorar ele, e o homem parecia um novo
rico, as vestes eram da melhor qualidade, mas não foram postos de
maneira correta, sem zelo ou etiqueta adequada. O tabelião se aproximou
do padeiro, um aliado comerciante em uma cidade que os bons clientes
eram raros.
-O que está acontecendo?
-Sei lá, esse maluco está causando uma confusão. É melhor nem se aproximar.
-Hum.
O
tabelião contrariando o conselho do amigo se aproximou cauteloso, sua
visão periférica viu a guerreira na porta de seu bar, o tabelião lutara
com ela e agora ela estava trabalhando como segurança da taberna. Com um
gesto discreto ele pediu-a para ficar observando. O tabelião chegou a
uma distância segura e perguntou:
-Por que a risada?
-Sou o homem mais sortudo do mundo!!
O tabelião deu uma segunda nele e nas moças.
-Estou vendo o por que se sente assim, mas você pode controlar a sua emoção? Está afugentando a clientela.
-Maluco você não me ouviu? EU SOU O HOMEM MAIS SORTUDO DO MUNDO!!!
-E?
-Aqui veja, veja! -ele mostrou uma moeda de ouro.
-Sim uma moeda o que isso prova?
-Seu tolo azarado! -disse o homem de maneira alucinada, parecia um homem deturpado mentalmente. -Essa é a Moeda de Carliz
-Esse nome deveria significar algo?
-Veja isso seu azarado! -o homem jogou a moeda e o quando a moeda tocou
no chão um brilho dourado se expandiu, para o delírio do homem louco.
-Isso, isso, eu sou sortudo, sou o único agora veja como sou sortudo.
Ele abriu os braços e começou uma risada histérica, de repente um homem
bate com tudo no braço abertos, dois cavaleiros vinham logo atrás e
capturaram o homem caído, um deles falou para o homem sorrindo:
-Obrigado por capturar esse homem, ele acabou de fugir da prisão, passe
mais tarde na delegacia que você irá receber uma boa recompensa pela sua
ajuda.
O homem se virou sorrindo confiante para o tabelião que se mostrava nada impressionado.
-O quê? Você ainda dúvida da minha sorte?
-O que acontece se cair em outra posição?-perguntou o tabelião estudando a moeda.
-Não me interessa, eu sou sortudo, nunca irá acontecer nada.
-Do que está falando?
-Nada, eu sou sortudo, e agora acredita?
-Que seja. -disse o tabelião dando de ombros. -acredito em você...
-NÃO! VOCÊ NÃO ACREDITA!!! OLHE OLHE!! -o homem jogou a moeda e dessa
vez ao cair no chão uma fumaça negra formando a figura de um crânio saiu
da moeda.
Um forte vento veio do nada, que derrubou uma telha
de uma casa em construção, acertando uma tábua que foi posicionada como
uma alavanca para outras tábuas menores, essas foram jogadas no ar,
todas ao mesmo tempo e todas pontudas. As tábuas caíram sobre o homem e
suas mulheres, todas com a ponta para baixo. Não havia nada a se fazer,
os ferimentos foram sérios e os espectadores assistiram os longos
minutos de agonia daquelas pessoas. Após a morte as pessoas simplesmente
se afastaram horrorizadas, ninguém quis pegar a moeda, os corpos foram
recolhidos e por três dias aquela moeda ficou no lugar, ninguém se
atrevia pegar aquela moeda amaldiçoada. Até que em uma noite um par de
pés se aproveitando do tempo escuro foi até a moeda e colocou ela em um
frasco, em pé para que não voltasse a cair.
-Pensei que você não acreditava nisso. -falou uma voz feminina e forte vinda de trás do vulto.
-E não acredito. Mas não posso fazer nada, está afugentando os meus clientes.
-E por que simplesmente não a jogou em algum lugar?
-Eu não acredito em sorte ou azar, mas maldições? Isso eu tenho certeza que essa moeda é um item amaldiçoada.
Assim o tabelião e a guerreira voltaram a entrar na taberna, demorou
pelo menos uma semana antes que o perigo realmente passasse e tudo
voltasse ao normal.
Na cidade havia uma taberna peculiar, seu dono um antigo tabelião que herdara o estabelecimento de seu velho pai ainda mostrava o quão as palavras eram importantes. Atrás do bar, livros de sua coleção, enfeitavam a parede comida pelo tempo. Em cada mesa havia um conjunto de folhetins. Tudo em papel de segunda, afinal bebidas e livros não combinavam. As vezes o Tabelião simplesmente oferecia amendoim, uma caneca gelada de cerveja e ouvia as conversas do cliente. Essas são suas histórias.
quarta-feira, 3 de junho de 2015
terça-feira, 19 de maio de 2015
O Agiota
As portas do bar foram abertas com fúria, dentro da taberna os clientes olharam para as três figuras que acabaram de entrar, um sujeito magro com costas inclinadas e um bigode ralo, atrás dele vinham dois brutamontes carregando suas armas,provavelmente pagos pela sua força e não pela inteligência. Eles sentaram em uma mesa, assustando os clientes próximos o chefe pegou o folhetim que estava em cima da mesa.
Uma nova ideia do novo dono, um dono excêntrico que achara que as pessoas podiam beber e ler ao mesmo tempo.
Ele pegou o folhetim passou os olhos e amassou jogando o papel no chão, os dois seguranças riram.
-Essa taberna não tem nada para beber não?
O dono da taberna apareceu, um sujeito normal com ar intelectual, ele veio trazendo três canecas e foi pondo em cima da mesa.
-Ah Agora sim. Então você é o Tabelião?
-Sim.
-Aposto que seu pai falou de mim, éramos muito amigos você sabe.
-Sei que você é o Rato, um dos peixes da cidade pobre, sei também que você incomodava meu pai diversas vezes e que ele sempre te expulsava de nossa casa.
-Hahaha! Espirituoso como o seu pai, mas estou aqui para oferecer certa ajuda para a sua taberna, aposto que você quer ampliar algo, ou até mesmo contratar novas pessoas. Eu posso ajudar com um pequeno empréstimo, assim como oferecia ao seu pai.
-Sei, primeiro você quer que eu crie uma dívida com você, para aí começar a sabotar o meu bar, você começa a fazer mudanças e no fim a taberna fica em suas mãos.
-Você não sabe do que está falando?
-O novo bordel no final da rua, não era uma padaria até você meter suas mãos Rato? E o ferreiro que antes trabalhava com pessoas simples e agora a forja só produz armas para pessoas que não pagam, são grosseiras e os piores falsificadores de moeda que eu já vi.
-Hum isso tudo aconteceu por força do destino.
-Não subestime minha inteligência Rato, você acha mesmo que não estou vendo você bancar o poderoso para cima de mim entrando na minha casa desse jeito e trazendo esses dois imbecis com você.
-Hey! -disse um dos brutamontes se levantando, mas foi parado pela mão do Rato.
-Não Golias, estamos aqui apenas para um cerveja. Não vamos começar uma briga.
-Sabia decisão Rato.
-Agora Tabelião, só espero que não entenda que devo permitir esse descaso contra a minha pessoa, mas sou um homem de boa fé que gostaria de oferecer 50 moedas de pratas pela nossa amizade.
-Desculpe-me, mas minha amizade não está a venda.
-Todo mundo tem um preço.
-Mas você não tem moeda que valha aqui nesse negócio.
-Não me falte o respeito, estou propondo meios de você expandir seu negócio.
-Como? Trazendo prostitutas? Talvez drogas ou até mesmo pessoas de má indole?
-Se você não quer eu posso oferecer para seu concorrente.
-Por favor, faça isso.
-Eu tenho muito apreço pelo seu pai e sua família, quero ajudá-lo a crescer.
-Não tenho nenhum apreço por você e nem quero sua ajuda.
-Você tem resposta para tudo não é?
-É uma taberna com livros onde mais você iria procurar por respostas?.
-Bom se você não quer minha ajuda eu não posso fazer nada, mas estamos em uma época perigosa pode acontecer algo a você ou até mesmo a sua taberna. -ao dizer isso os dois homens deram um sinistro sorriso com cumplicidade.
-Verdade, por isso contratei uma pessoa. Quero que conheçam a Mercenária. -uma figura enorme surgiu ao lado do dono, era uma mulher cheia de músculos carregando uma espada longa e letal. Ao vê-la Rato simplesmente pareceu hesitar e calcular os riscos.
-Ola Rato. -falou ela sem um sorriso no rosto.
-O-Ola não sabia que você estava aqui.
-Agora sabe e aconselho a você sair agora antes que eu me lembre daquele servicinho que você me prometeu e acabou sendo uma armadilha para eu ser presa.
-Eu não planejei isso... foi uma eventualidade.
-Você acha que foi uma eventualidade seu nome ter saído dos lábios de um homem preste a morrer pelas minhas próprias mãos?
-Er... -ele se levantou e deu alguns passos para fora, seus homens hesitaram por poucos tempo antes de levantar e seguir seu empregador.
O Tabelião e a Mercenária olharam para a saída do trio, eles estavam relaxados, mas ainda prestavam a atenção, ambos tinham experiência com esses peixes pequenos.
-Não sabia que você tinha sido presa. -falou o Tabelião.
-E não fui, se queriam me prender deviam vim com 50 pessoas e não 4.
-Que bom que contratei você.
-Mas ainda não negociamos o meu salário. -disse ela empunhando sua enorme pesada.
-Precisamos mesmo fazer isso? -disse o Tabelião empunhando seus machados.
-OH SIM!
Uma nova ideia do novo dono, um dono excêntrico que achara que as pessoas podiam beber e ler ao mesmo tempo.
Ele pegou o folhetim passou os olhos e amassou jogando o papel no chão, os dois seguranças riram.
-Essa taberna não tem nada para beber não?
O dono da taberna apareceu, um sujeito normal com ar intelectual, ele veio trazendo três canecas e foi pondo em cima da mesa.
-Ah Agora sim. Então você é o Tabelião?
-Sim.
-Aposto que seu pai falou de mim, éramos muito amigos você sabe.
-Sei que você é o Rato, um dos peixes da cidade pobre, sei também que você incomodava meu pai diversas vezes e que ele sempre te expulsava de nossa casa.
-Hahaha! Espirituoso como o seu pai, mas estou aqui para oferecer certa ajuda para a sua taberna, aposto que você quer ampliar algo, ou até mesmo contratar novas pessoas. Eu posso ajudar com um pequeno empréstimo, assim como oferecia ao seu pai.
-Sei, primeiro você quer que eu crie uma dívida com você, para aí começar a sabotar o meu bar, você começa a fazer mudanças e no fim a taberna fica em suas mãos.
-Você não sabe do que está falando?
-O novo bordel no final da rua, não era uma padaria até você meter suas mãos Rato? E o ferreiro que antes trabalhava com pessoas simples e agora a forja só produz armas para pessoas que não pagam, são grosseiras e os piores falsificadores de moeda que eu já vi.
-Hum isso tudo aconteceu por força do destino.
-Não subestime minha inteligência Rato, você acha mesmo que não estou vendo você bancar o poderoso para cima de mim entrando na minha casa desse jeito e trazendo esses dois imbecis com você.
-Hey! -disse um dos brutamontes se levantando, mas foi parado pela mão do Rato.
-Não Golias, estamos aqui apenas para um cerveja. Não vamos começar uma briga.
-Sabia decisão Rato.
-Agora Tabelião, só espero que não entenda que devo permitir esse descaso contra a minha pessoa, mas sou um homem de boa fé que gostaria de oferecer 50 moedas de pratas pela nossa amizade.
-Desculpe-me, mas minha amizade não está a venda.
-Todo mundo tem um preço.
-Mas você não tem moeda que valha aqui nesse negócio.
-Não me falte o respeito, estou propondo meios de você expandir seu negócio.
-Como? Trazendo prostitutas? Talvez drogas ou até mesmo pessoas de má indole?
-Se você não quer eu posso oferecer para seu concorrente.
-Por favor, faça isso.
-Eu tenho muito apreço pelo seu pai e sua família, quero ajudá-lo a crescer.
-Não tenho nenhum apreço por você e nem quero sua ajuda.
-Você tem resposta para tudo não é?
-É uma taberna com livros onde mais você iria procurar por respostas?.
-Bom se você não quer minha ajuda eu não posso fazer nada, mas estamos em uma época perigosa pode acontecer algo a você ou até mesmo a sua taberna. -ao dizer isso os dois homens deram um sinistro sorriso com cumplicidade.
-Verdade, por isso contratei uma pessoa. Quero que conheçam a Mercenária. -uma figura enorme surgiu ao lado do dono, era uma mulher cheia de músculos carregando uma espada longa e letal. Ao vê-la Rato simplesmente pareceu hesitar e calcular os riscos.
-Ola Rato. -falou ela sem um sorriso no rosto.
-O-Ola não sabia que você estava aqui.
-Agora sabe e aconselho a você sair agora antes que eu me lembre daquele servicinho que você me prometeu e acabou sendo uma armadilha para eu ser presa.
-Eu não planejei isso... foi uma eventualidade.
-Você acha que foi uma eventualidade seu nome ter saído dos lábios de um homem preste a morrer pelas minhas próprias mãos?
-Er... -ele se levantou e deu alguns passos para fora, seus homens hesitaram por poucos tempo antes de levantar e seguir seu empregador.
O Tabelião e a Mercenária olharam para a saída do trio, eles estavam relaxados, mas ainda prestavam a atenção, ambos tinham experiência com esses peixes pequenos.
-Não sabia que você tinha sido presa. -falou o Tabelião.
-E não fui, se queriam me prender deviam vim com 50 pessoas e não 4.
-Que bom que contratei você.
-Mas ainda não negociamos o meu salário. -disse ela empunhando sua enorme pesada.
-Precisamos mesmo fazer isso? -disse o Tabelião empunhando seus machados.
-OH SIM!
quinta-feira, 14 de maio de 2015
sexta-feira, 24 de abril de 2015
A briga
Na parte média da cidade, havia uma pequena taberna, uma taberna um pouco diferente, pois nesse lugar o dono também era um tabelião e o seu amor por livro estava a mostra pelos livros na taberna, toda a manhã ele colocava diferentes folhetins com histórias curtas em cima da mesa. Era realmente uma taberna incomum.
Era um dia bem comum, até aquela mulher entrar, o tabelião já tinha visto guerreiras antes, mas essa era enorme, deveria ter pelo menos 2 metros e era toda musculosa, nas suas costas havia uma enorme claimore que poderia partir ao meio muitos homens.Seus olhos estudavam o lugar e deduzindo pelo olhar ela desaprovava tudo.
O tabelião olhou em volta, havia alguns clients, mas nenhum que achasse que iria provocá-la, eram mais estudiosos e estudantes que se reuniam ali depois das aulas e outras coisas, pessoas que procuravam mais pessoas em comuns com a inteligência do que outra coisa. Aquela figura lançou uma mistura de medo e outras coisas.
A mulher se dirigiu ao bar, enquanto isso muitos simplesmente fugiram quando ela deu chance. Ela estudou o dono, um homem normal, sem nada que chamasse a atenção, exceto o longo casaco vermelho que usava.
-Pois não?
-Mas que porra de taberna é essa?
-O que lhe interessa?
-Como?.
-Perguntei o que interessa o meu estabelecimento para você.
-Eu ouvi, como você ousa falar assim com uma cliente?
-Eu até agora não ouvi nenhum pedido.
-Que seja, eu quero um pedido de desculpas e que você vá se fuder!
-Não tem isso no cardápio. Mas se quiser ali na esquina tem uma puta, acho que você pode ser sua mãe, por que não pergunta para ela um lugar que lhe sirva.
-Seu...
Ela recuou para dar um soco, mas o dono se esquivou, ela continuou a tentá-lo acertar, mas ele simplesmente se esquivava.
-Fique parado seu macaco.
-Fique mais rápida vadia.
Os que não fugiram assistiam aquela luta com total atenção. muitos viram a veia da testa da mulher pulsando do pescoço e não demorou para ela empunhar sua espada.
-Vou te fatiar como o porco que você é.
-Ai, esperava que você simplesmente fugiria.
Ela atacou pela esquerda, o dono esquivou girando para a direita. Os dois congelaram e de repente sangue se espichou para o chão.
O dono segurou um corte no antebraço com a outra mão.
-Não é que você é boa?
-Miserável.. -sangue jogo no chão e sua uma tosse forte com sangue saiu do do seu interior. -Você foi melhor.
Ela desfaleceu no chão.
O dono da taberna tinha nas mãos dois pequenos machados, geralmente escondido entre as mangas do casaco. A final de contas ser dono de uma taberna era uma profissão perigosa.
Era um dia bem comum, até aquela mulher entrar, o tabelião já tinha visto guerreiras antes, mas essa era enorme, deveria ter pelo menos 2 metros e era toda musculosa, nas suas costas havia uma enorme claimore que poderia partir ao meio muitos homens.Seus olhos estudavam o lugar e deduzindo pelo olhar ela desaprovava tudo.
O tabelião olhou em volta, havia alguns clients, mas nenhum que achasse que iria provocá-la, eram mais estudiosos e estudantes que se reuniam ali depois das aulas e outras coisas, pessoas que procuravam mais pessoas em comuns com a inteligência do que outra coisa. Aquela figura lançou uma mistura de medo e outras coisas.
A mulher se dirigiu ao bar, enquanto isso muitos simplesmente fugiram quando ela deu chance. Ela estudou o dono, um homem normal, sem nada que chamasse a atenção, exceto o longo casaco vermelho que usava.
-Pois não?
-Mas que porra de taberna é essa?
-O que lhe interessa?
-Como?.
-Perguntei o que interessa o meu estabelecimento para você.
-Eu ouvi, como você ousa falar assim com uma cliente?
-Eu até agora não ouvi nenhum pedido.
-Que seja, eu quero um pedido de desculpas e que você vá se fuder!
-Não tem isso no cardápio. Mas se quiser ali na esquina tem uma puta, acho que você pode ser sua mãe, por que não pergunta para ela um lugar que lhe sirva.
-Seu...
Ela recuou para dar um soco, mas o dono se esquivou, ela continuou a tentá-lo acertar, mas ele simplesmente se esquivava.
-Fique parado seu macaco.
-Fique mais rápida vadia.
Os que não fugiram assistiam aquela luta com total atenção. muitos viram a veia da testa da mulher pulsando do pescoço e não demorou para ela empunhar sua espada.
-Vou te fatiar como o porco que você é.
-Ai, esperava que você simplesmente fugiria.
Ela atacou pela esquerda, o dono esquivou girando para a direita. Os dois congelaram e de repente sangue se espichou para o chão.
O dono segurou um corte no antebraço com a outra mão.
-Não é que você é boa?
-Miserável.. -sangue jogo no chão e sua uma tosse forte com sangue saiu do do seu interior. -Você foi melhor.
Ela desfaleceu no chão.
O dono da taberna tinha nas mãos dois pequenos machados, geralmente escondido entre as mangas do casaco. A final de contas ser dono de uma taberna era uma profissão perigosa.
domingo, 19 de abril de 2015
O Perdido
A porta do taberna se abriu timidamente, um homem estudou o ambiente com os olhos fadigados e com a necessidade de querer alguma coisa. A primeira vista o homem parecia uma pessoa normal mas um olhada melhor notava-se as olheiras sob os olhos,o nariz vermelho e acima de tudo as roupas gastas principalmente na barra da calça, o tabelião, dono da taberna, observou esse e outros detalhes enquanto o estranho olhava para os livros atrás do bar com uma ligeira surpresa.
--Seja bem-vindo a Taberna do Tabelião. --disse o dono estendendo a mão para um banco próximo ao bar, havia algumas mesas vazias, mas o tabelião sabia que ele não iria se sentar em nenhuma delas.
--Essa taberna é um pouco...
--Ortodoxa?
--Estranha.
O dono sorriu.
--Ouço muito disso. Minha paixão sempre foi os livros, mas herdei a taberna de meu pai. Então fui prático e juntei o útil ao agradável.
O homem sentou na cadeira indicada pelo dono, seus ombros desceram com exagero ao alívio de sentar. Como se aquele homem carregasse o mundo nas costas.
--Então como funciona aqui? Você irá me oferecer um livro?
--Não. Eu ofereço um prato de comida e uma bebida, e acima de tudo um par de ouvidos para seus problemas. Quanto aos livros e folhetins, prefiro acreditar que os livros escolhem as pessoas, e não o contrário.
--Vou querer uma bebida.
--Ótimo, Sr?
--Paul, venho de Buckley.
--Paul de Buckley pois bem. --o dono preparou a bebida e serviu, estendendo um pote de amendoins cozidos. --E para onde você vai Paul?
--Não sei ainda, talvez eu fique um tempo na região.
--Bom saber, mas me refiro aos seus planos, para onde você está indo?
Uma mistura de sensações passou por seus rosto, primeiro veio a sensação de abalo,logo em seguida desolação. Mas no final uma expressão de raiva ficou evidente.
--O que você tem haver com isso?
--Peço desculpas se fui rude, mas você me parece desolado.
--E o que lhe interessa?
--Não é dever de um taberneiro se preocupar com seus clientes?
--E que disse que quero ajuda?
--Todo mundo precisa de ajuda.
--Mas saiba que eu não sou todo mundo.
--Você não é, por isso eu me preocupo. O que aconteceu Paul?
--Para um taberneiro você é muito intrometido.
--Mas para um tabelião sou ótimo no que faço.
O homem deu um sorriso. Para logo em seguida voltar a ficar melancólico.
--Você gosta de seu trabalho?
--Tem dias e tem aqueles dias. e você?
--Estou mais nos aqueles dias.
--Não gosta do que faz?
--Eu não sei o que faço sabe. Nem sei se estou empregado mais. Faz dois dias que simplesmente passei na frente do trabalho e continuei andando, não tive força para entrar.
--Era o seu sonho?
--Não, eu queria fazer outra coisa. Mas nunca pude, meus pais não queriam que eu seguisse aquela carreira.
--E por que não?
--Sei lá, preconceitos sabe. Eu fiz durante um tempo algo que meus pais aceitassem e secretamente eu tentava fazer o que tinha sonhado, mas deu errado de diversas vezes, agora eu fiquei preso nesse emprego e me sinto desolado. Perdido.
O dono não disse nada.
--Entende minha frustração?
--E você não pode mudar de carreira?
--Não é tão simples assim. Eu já passei da idade que deveria começar, agora se eu tentar vou ser apenas mais um.
--Vejo que é perfeccionista.
--Não é natural querer ser o melhor?
--Não é tão simples assim, na maioria das vezes você coloca muito peso sobre os ombros.
--Eu sabia, eu deveria simplesmente desistir?
--Claro que não. É o seu sonho afinal.
--Então o que devo fazer?
--Tem certeza que a pergunta é essa?
--Como assim?
--A pergunta não deveria ser "o que eu preciso fazer para ser feliz". E sinceramente não tem resposta fácil na vida, eu queria dizer o que você deve ou não deve fazer, mas não seria diferente de seus pais, posso aconselhar fazer que nem essa taberna, mesclando o útil ao agradável, mas mesmo que você goste da ideia, eu não tenho ideia dos desafios que você terá que passar. Posso te dar mil opções, mas de nada adianta se você não tiver força o suficiente. E para isso eu recomendo silêncio e esquecimento. Ganhar sua vida de volta e jogar tudo aquilo que você carrega nas costas só assim você irá ter a sua paz.
quinta-feira, 12 de março de 2015
algumas imagens
Essa é uma galeria com algumas ilustrações do talentoso Ben Chen. Em seus cartoons, ele consegue fazer referências a elementos e ícones da cultura pop, como TMNT e LoTR e também De Volta para o Futuro. Confira:
domingo, 8 de março de 2015
Jogo da Vida
A sala de reunião estava na penumbra, os poderosos estavam sentados atrás de uma longa mesa, todos os olhares se dirigiam a apresentadora. A loira comum cabelo meticulosamente arrumado contrastava as sombras do lugar, com um terno todo branco, atraindo não só os olhares como também a admiração por sua beleza.
Ela respirou forte apenas uma vez, apenas uma vez diante dos homens e mulheres mais poderosos da Terra, não era uma apresentação para vender uma ideia, ,era uma questão deles acreditarem como ela acreditava, o nervosismo não lhe atingia, em sua mente aquela é uma fé, uma fé com a humanidade.
-Senhores e senhoras, como vocês sabem a humanidade está sofrendo um duro golpe, falta água, falta luz, falta alimentos, há uma grande desigualdade no mundo, milhares morrem e bilhão nascem a rodo, nesse planeta não aguenta mais a ação dos seres humanos. Sei que que muitos de vocês conseguiram suas fortunas através da indústria. -alguns mudaram de posição como se fosse acertados por um velho desconforto. - E sei que muito mais de vocês estão investindo na reparação desses danos. O que oferecemos não é uma nova forma de produzir, mas uma resposta quase imediata. Oferecemos o que realmente deve mudar são as pessoas. Devemos mudar a Educação delas.
-Com licença. -falou um dos poderosos. -A Educação que oferecemos é a melhor atualmente, produzimos os melhores engenheiros, cientistas e professores que as décadas anteriores.
-Sim, verdade, mas vocês produzem os melhores homens e mulheres que as décadas anteriores?
-Como assim?
-O que está sugerindo?
-O pior do mundo humano, são os humanos -falou a apresentadora. -Perdemos esse mundo, aos poucos temos recuperado, mas os seres humanos ainda não estão preparados para essa época, precisamos de humanos melhores.
-Clonagem? -arriscou um dos poderosos.
-Não, senhores, estamos oferecendo um plano que as pessoas seriam induzidas ao sono, uma nova realidade dentro da mente das pessoas, onde induziremos as pessoas a sobreviverem em um mundo arrasado, um mundo onde as pessoas aprenderiam modelos de sobrevivência e convivência, além de fornecer uma análise psicológica sobre a mente dessas pessoas. Induziremos as pessoas em um mundo hostil, e lhe garanto senhores, que é um mundo onde não quer vocês aqui. Só os mais aptos serão os novos moradores dessa vida.
-Aonde você quer chegar?
-Graças a uma tecnologia de indução de sono, podemos colocar as pessoas em sonhos que podem durar 20, 30 anos enquanto na realidade passam apenas algumas horas, acompanharemos e responderemos as atitudes das pessoas, corrigindo suas falhas. Por exemplo, uma pessoa é glutão por natureza, nesse mundo a comida acaba ficando cada vez mais escassa, fazendo a pessoa se movimentar para conseguir comida e ingerir cada vez menos, a fim de sobreviver.
-Entendo aonde você quer chegar, mas se surgir algo inesperado?
-Temos mais de um milhão de cenários pré-programados no sistema, todos com o objetivo de corrigir as falhas humanas.
-Qual a efetividade desse procedimento?
-99,992% senhores, pegamos mais de 5 mil pessoas no teste, e conseguimos essa taxa de nível aceitável, os 0,008%, foram de pessoas que eram clinicamente instáveis, onde viraram selvagens mentalmente perturbados, onde foram neutralizados ao acordarem.
-Tenho dúvidas da efetividade de seu programa, Doutora Lins
-Sim acredito que tenham, mas gostaria de mostrar essa projeção. -ela acionou um controle no pulso e a sala foi tomada por feixe de luzes que formavam uma cidade, uma cidade futurística com arranha-céu pela cidade, carros modernos que eram dirigidos por computador, pouquíssimas pessoas nas ruas. -Como devem imaginar essa é Londres, berço da melhor escolaridade do mundo, e mesmo com essa grande especialidade, acompanhamos uma sociedade presa a rede de computadores, observamos que cada vez menos as pessoas fazem exercícios físicos, preferindo ingerir drogas de melhoramento corporal, pornografia generalizada, drogas acontecendo em festas e eventos públicos, péssimos salários movimentam o descaso da força policial e das leis. Vemos uma sociedade onde a produção de lixo e recursos só sobem anualmente, doenças como HIV e a gripe de Hazar se proliferam até mesmo nas grandes cidades, então senhores falo algo contrário?
Nenhum ousou responder, todos estavam atentos.
-Mas o que estou prometendo e uma nova era, uma era onde seremos mais fortes, mais cuidados e menos chances de psicopatia e sociopatia entre todos, seremos humanos melhores. Ah mas é claro que as escolas e fábricas serão necessárias, apenas as pessoas mudariam, melhorariam. Agora deixe me mostrar essa nova sociedade. -um novo gesto na máquina do antebraço e as paredes da sala sumiram dando lugar a uma rede de casas arrumadas, impecáveis, as pessoas estavam na rua, pessoas conversando, se ajudando e implementando novas fontes de recursos renováveis. Um pequeno bairro, igual a muitos, mas totalmente diferente dos que estavam acostumados a viver.
-O quê?! -muitos exclamaram surpresos.
-Agora senhores e senhoras, convido a viver dessa nova realidade, com seus investimentos mudaremos o mundo para melhor, com mais vida.
-Espere, espere. Impressionante isso, mas eles podem muito bem estar fingindo e não lembro de nenhum de nós concordar com esse plano.
-Sim não falei no principal, as cadeiras de indutores de sono por serem uma nova tecnologia, gastamos muito bom nelas, eu mesmo tive o dinheiro para produzir 30, as 30 cadeiras que os senhores estão sentados, a simulação de sonho já começou desde o primeiro segundo que sentaram, seus seguranças foram neutralizados por um dos meus monstrinhos particulares.
-O quê?!
-E agora vamos começar a sua nova vida, espero que estejam abertos a aceitarem depois de 20 lutando por suas vidas, sendo que seu dinheiro só irá atrasá-los.
A doutora Lins desapareceu, junto com todo o bairro, os ricos agora estavam em uma cidade destruída, com o chão carcomido pelo tempo, o vento estava estagnado como se o mundo acabasse de ter parado, eles se olharam, cada um sabia quem era, mas desconhecia os outros. E o mais importante, esqueceram do que havia acontecido no mundo. 30 magnatas das indústrias e comércio mundial, estavam em um lugar estranho, sem memória do ocorrido e principalmente largados a própria sorte.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Ps3
Sei que tenho um ps3 e já está desatualizado, mas me deu um novo vigor na minha vida gamer, eu que não posso ainda comprar um PS4 quero aproveitar ao máximo esse console:
Meus jogos são
Destiny
DMC - Devil May Cry
Killzone 3
Burnout Paradise
Far Cry 4
Uncharted 3
Dragons Dogma
The Last of Us
Gratuitos Comprado
The Walking Dead
Wolf Among Us
Tekken Revolution
Arcade Capcom
Meus jogos são
Destiny
DMC - Devil May Cry
Killzone 3
Burnout Paradise
Far Cry 4
Uncharted 3
Dragons Dogma
The Last of Us
Gratuitos Comprado
The Walking Dead
Wolf Among Us
Tekken Revolution
Arcade Capcom
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Nova ideia - Ruff Ghanor
Comprei e li a história de Leonel Caldela, adorei a história e os personagens, toda a temática de ser ferramentas tanto para o bem quanto para o mal, e o que define bom e mal. Estou louco para saber mais, ver mais daquele cenário todo criado.
Mas uma coisa me chamou a atenção, antes do Devorador de Mundos, Thondin falou que foi anos de tempestades, pragas, maremotos e vulcões, para quem leu o livro sabe a importância disso para a trama, principalmente para definir o protagonista.
Ao mesmo tempo comecei a imaginar o que aconteceria com alguém destinado ao mesmo objetivo, mas que perdeu a oportunidade.
Então estou pensando na história de uma mulher que assim como Ruff Ghanor fora destinada ao impossível, mas que perdera a sua chance, mas ela ainda vai brilhar, há algo atrás dela, algo criado por ferro e magia. Uma mulher perseguida desde jovem só encontrou abrigo com os orgulhosos elfos, elfos que vão moldá-la, mas também aprenderam com ela.
Mas uma coisa me chamou a atenção, antes do Devorador de Mundos, Thondin falou que foi anos de tempestades, pragas, maremotos e vulcões, para quem leu o livro sabe a importância disso para a trama, principalmente para definir o protagonista.
Ao mesmo tempo comecei a imaginar o que aconteceria com alguém destinado ao mesmo objetivo, mas que perdeu a oportunidade.
Então estou pensando na história de uma mulher que assim como Ruff Ghanor fora destinada ao impossível, mas que perdera a sua chance, mas ela ainda vai brilhar, há algo atrás dela, algo criado por ferro e magia. Uma mulher perseguida desde jovem só encontrou abrigo com os orgulhosos elfos, elfos que vão moldá-la, mas também aprenderam com ela.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Coloque o protagonista em um dilema.
De todas as dicas que procurei recentemente para como escrever uma narrativa talvez fosse essa que mais me marcou, sempre percebi um dilema nas histórias que leio, às vezes mascarada, mas sempre ali presente.
O dilema assim como na vida, leva o protagonista a ações que fugiriam da zona de conforto, onde ele pode se arriscar, onde ele pode triunfar e também sofrer, em suma, viver uma aventura!
O dilema assim como na vida, leva o protagonista a ações que fugiriam da zona de conforto, onde ele pode se arriscar, onde ele pode triunfar e também sofrer, em suma, viver uma aventura!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Será que é certo?
Será que é certo continuar com alguém que não tem nada em comum? eu gosto de ficção e ler, ela adora drama, fã ivete e odeia ficção. Simplesmente os filmes que ela escolhe são péssimos e chatos, hipocrita até o limite e anda presa nas normas de convívio social. Eu me pergunto o que diabos eu estou fazendo com ela?
Mais uma vez
Mais uma vez meu celular foi de encontro ao chão espatifando-se todo. Que puta merda sem sorte...
"A sorte era mesmo uma puta, e eu estava sem dinheiro para pagá-la."
"A sorte era mesmo uma puta, e eu estava sem dinheiro para pagá-la."
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