Escrevi uma carta para mim mesmo em uma noite de farra, não entendi muito bem o que aconteceu, parece que tudo meu eu interior queria sair e se expressa. Foi bizarro e assustador, as pessoas a minha volta ficaram preocupadas e quiseram ler sobre meus ombros, aquela carta era minha e para mim, ninguém precisa olhar.
Eu escrevi, escrevi e escrevi tudo que eu queria, com toda a minha força e vontade, as pessoas não entendem, a pessoa a que eu queria que entendesse menospreza e me ridiculariza. Talvez fosse necessário eu seguir o que aquela carta me pedia para fazer, já sofri muito.
Será que eu devo seguir o que escrevi em um estado de total embriaguez? Sendo que por mais que o álcool entre uma hora a verdade saí. Será que ali naquele pequeno momento eu expus o meu âmago daquela maneira? Por ela?
A que só me az sofrer de tantas maneiras e de te intensidade diferentes. Estou olhando um penhas co e não sei se caío e mergulho na verdade que ela quer me impor ou continuo aqui, esperando alguém que me entenda e que faça de mim um homem melhor. Quem sabe?
Na cidade havia uma taberna peculiar, seu dono um antigo tabelião que herdara o estabelecimento de seu velho pai ainda mostrava o quão as palavras eram importantes. Atrás do bar, livros de sua coleção, enfeitavam a parede comida pelo tempo. Em cada mesa havia um conjunto de folhetins. Tudo em papel de segunda, afinal bebidas e livros não combinavam. As vezes o Tabelião simplesmente oferecia amendoim, uma caneca gelada de cerveja e ouvia as conversas do cliente. Essas são suas histórias.
domingo, 11 de novembro de 2012
necro
Em meio a clareira da floresta havia uma casa mal
cuidada, as paredes há muito tempo foi tomada pela floresta fornecendo assim
uma camuflagem perfeita, pois era quase impossível distinguir a casa da árvore
localizada atrás dela. A casa rústica de madeira velha e morfada tinha um
aspecto sujo e fedorento, tinha dois andares e toda sua estrutura era inclinada
pela força das raízes. Era inimaginável que alguém morasse ali, e estão certos
alguém jamais moraria ali, mas algo? Algo morava ali.
A porta de madeira rangeu rompendo a calmaria da
floresta, alguns pássaros se tremeram e voaram para longe, de dentro da casa
uma figura miúda envolta de um manto negro saiu, seu andar era lento e manco. Em
suas mãos a figura carregava um regador antigo e grande o que tornava todo aquele
esforço muito mais difícil. A figura tinha cabelos brancos visíveis apenas
pelos buracos do manto.
A figura cantava, cantava uma música alegre apesar
de sua forma decrépita e pegajosa, a figura cantava em pleno pulmão, para ela a
floresta pertencia-lhe. Ela parou a pequena caminhada quando chegou em um
pequeno campo de plantação, com o regador ela começou a despejar aquele líquido
vermelho vivo. A terra negra ao receber o líquido começou a se mexer, como se
estivesse bebendo o líquido.
─Isso minha criança, coma tudinho e cresça logo e
cresça feliz!
A figura negra sorriu e voltou a sua marcha de volta
para sua casa, cantando um pouco mais alto uma música alegre.
A cidade ficava a maios ou menos um 40 km do início
da floresta, para ela os problemas da floresta estavam muito longe, muito
demorados, pode se dizer que eram praticamente dois problemas em esferas
diferentes que estavam muito distantes. Então foi um choque quando esses dois
mundos se eclodiram.
Graças aos Deuses ainda não é a hora ainda, mas dentro
de um pequeno beco sujo com uma pessoa escondida entre duas grades de uma
cerca, ele respirava forte e suava por toda a cabeça, em sua mão estava um
revólver antigo, dos tempos de faroeste, uma leve fumaça saía do cano.
─Que merda! Merda!
Um grunhido forte veio a sua esquerda, o rapaz olhou
e tomou um susto, lá vinha eles, o cheiro forte a pele cinza e os olhos insanos
não deixavam dúvidas do que eles eram. O rapaz preparou a mira e apertou o
gatilho, a arma fez um plec nada amigável, para falar a verdade o rapaz
detestava plec, detestava mesmo. O homem de pele cinza atacou e em um instante
sua cabeça foi decepada. Atrás dele havia um homem alto com barba e usando um
casacão marrom que cobria o corpo que contrastava com a cor branca de seus
cabelos. Rugas cobria seu rosto, mas sua principal marca era um sorriso
bonachão.
─Com medo Redrein? Deveria desistir desse ramo.
─Eu não desistir quando a gente teve que lidar com a
gárgula.
O homem riu:
─Verdade. Aquilo foi bem ruim. Venha vamos voltar
para casa.
─Minha frase favorita.
─É? Então por que não volta para a sua casa e
desiste desse caminho.
O jovem parou um minuto e voltou a falar:
─Se eu fizesse isso a minha frase favorita perderia
o sentido. É conhecendo a escuridão que apreciamos o amanhecer.
O velho suspirou e voltou a andar:
─Ainda não desiste, o que mais eu tenho que fazer
para ele desistir.
─Hei velho! ─chamou o jovem, quando ele se virou um
tiro passou por um triz de sua orelha, o velho se encolheu todo. ─Não mexa nas
minhas pistolas e balas de novo.
─Okay okay, estamos combinado. Os dois caminharam lado a lado
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Amor
É difícil definir amor, acho que se eu colocar no google encontrarei centenas de resultados e combinações diferentes e mesmo assim tão verdadeiras. Não sei o que pensar quanto a esse tema, ouvi hoje que as pessoas desejam ser amadas e desejadas, a princípio eu neguei essa veemência, mas mergulhando dentro do meu âmago eu comecei a me questionar se isso era verdadeiramente falso, afinal na minha primeira entrevista de emprego, todos da dinâmica se mostrarão interessados em trabalhar comigo. Oi o meu primeiro gostinho de minha vaidade adormecida, depois disso encontrei um amor, uma paixão que como apaixonado pensei que fosse para sempre.
Mas esse amor tornou-se nocivo e o pior prejudicial a minha sanidade, aos poucos eu me via sendo tragado para uma vida ridícula e sem qualquer sentindo, onde os meus desejos eram tratados como apenas uma mera infantilidade, meus sonhos foram destruídos e no lugar eu teria que "aceitar" um sonho mais maduro. Ela me decepcionou de diversas formas, disse que escrever livros era idiota, disse que eu teria que ter amigos mais maduros (sendo que ela desistiu dos amigos, para evitar contato humano), não poderia mais nem ir para casa de um colega jogar video-game, teria que negar minha família e cortar todos os vínculos, por ela achar que minha família é mal educada. Desistir de oportunidades de emprego por que ela não queria que me mudasse, largar mão de oportunidades de emprego e concursos quando ela estivesse mal.
A última foi me dizer que não acredita em mim, que queria que eu largasse de fazer uma apresentação para falar com ela, que desistisse de uma pós por que ela não teve oportunidade de fazer uma pós fora do estado dela, e ficava me cobrando uma conversa de qualidade sendo que ela mesma me pediu para eu apenas estudar e ir para casa, claro que não obedeci, não sou louco.
Então o que é amor? Queria que alguém me dissesse sobre o que é amor e o por que de eu continuar assim, em terra? Quando meu destino é voar e voar
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Loucura
É impressionante notar o quanto a gente irrita as outras pessoas, seja por ter hábitos estranhos, seja por que ela não tem paciência, seja por qualquer motivo. Irritei uma colega hoje, não pela minha inépcia, mas pela confusão e caos que só eu entendo, que só eu sei lidar. O Caos da minha vida, O Isfeet de meu Maat. Caramba agora só me resta pedir desculpas e encarar as consequências.
Fazer se a vida fosse fácil se chamaria de periguete.
Agora é só continuar a viver. até mais e obrigado pelos peixes.
Fazer se a vida fosse fácil se chamaria de periguete.
Agora é só continuar a viver. até mais e obrigado pelos peixes.
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