Em meio a clareira da floresta havia uma casa mal
cuidada, as paredes há muito tempo foi tomada pela floresta fornecendo assim
uma camuflagem perfeita, pois era quase impossível distinguir a casa da árvore
localizada atrás dela. A casa rústica de madeira velha e morfada tinha um
aspecto sujo e fedorento, tinha dois andares e toda sua estrutura era inclinada
pela força das raízes. Era inimaginável que alguém morasse ali, e estão certos
alguém jamais moraria ali, mas algo? Algo morava ali.
A porta de madeira rangeu rompendo a calmaria da
floresta, alguns pássaros se tremeram e voaram para longe, de dentro da casa
uma figura miúda envolta de um manto negro saiu, seu andar era lento e manco. Em
suas mãos a figura carregava um regador antigo e grande o que tornava todo aquele
esforço muito mais difícil. A figura tinha cabelos brancos visíveis apenas
pelos buracos do manto.
A figura cantava, cantava uma música alegre apesar
de sua forma decrépita e pegajosa, a figura cantava em pleno pulmão, para ela a
floresta pertencia-lhe. Ela parou a pequena caminhada quando chegou em um
pequeno campo de plantação, com o regador ela começou a despejar aquele líquido
vermelho vivo. A terra negra ao receber o líquido começou a se mexer, como se
estivesse bebendo o líquido.
─Isso minha criança, coma tudinho e cresça logo e
cresça feliz!
A figura negra sorriu e voltou a sua marcha de volta
para sua casa, cantando um pouco mais alto uma música alegre.
A cidade ficava a maios ou menos um 40 km do início
da floresta, para ela os problemas da floresta estavam muito longe, muito
demorados, pode se dizer que eram praticamente dois problemas em esferas
diferentes que estavam muito distantes. Então foi um choque quando esses dois
mundos se eclodiram.
Graças aos Deuses ainda não é a hora ainda, mas dentro
de um pequeno beco sujo com uma pessoa escondida entre duas grades de uma
cerca, ele respirava forte e suava por toda a cabeça, em sua mão estava um
revólver antigo, dos tempos de faroeste, uma leve fumaça saía do cano.
─Que merda! Merda!
Um grunhido forte veio a sua esquerda, o rapaz olhou
e tomou um susto, lá vinha eles, o cheiro forte a pele cinza e os olhos insanos
não deixavam dúvidas do que eles eram. O rapaz preparou a mira e apertou o
gatilho, a arma fez um plec nada amigável, para falar a verdade o rapaz
detestava plec, detestava mesmo. O homem de pele cinza atacou e em um instante
sua cabeça foi decepada. Atrás dele havia um homem alto com barba e usando um
casacão marrom que cobria o corpo que contrastava com a cor branca de seus
cabelos. Rugas cobria seu rosto, mas sua principal marca era um sorriso
bonachão.
─Com medo Redrein? Deveria desistir desse ramo.
─Eu não desistir quando a gente teve que lidar com a
gárgula.
O homem riu:
─Verdade. Aquilo foi bem ruim. Venha vamos voltar
para casa.
─Minha frase favorita.
─É? Então por que não volta para a sua casa e
desiste desse caminho.
O jovem parou um minuto e voltou a falar:
─Se eu fizesse isso a minha frase favorita perderia
o sentido. É conhecendo a escuridão que apreciamos o amanhecer.
O velho suspirou e voltou a andar:
─Ainda não desiste, o que mais eu tenho que fazer
para ele desistir.
─Hei velho! ─chamou o jovem, quando ele se virou um
tiro passou por um triz de sua orelha, o velho se encolheu todo. ─Não mexa nas
minhas pistolas e balas de novo.
─Okay okay, estamos combinado. Os dois caminharam lado a lado
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