domingo, 11 de novembro de 2012

necro


Em meio a clareira da floresta havia uma casa mal cuidada, as paredes há muito tempo foi tomada pela floresta fornecendo assim uma camuflagem perfeita, pois era quase impossível distinguir a casa da árvore localizada atrás dela. A casa rústica de madeira velha e morfada tinha um aspecto sujo e fedorento, tinha dois andares e toda sua estrutura era inclinada pela força das raízes. Era inimaginável que alguém morasse ali, e estão certos alguém jamais moraria ali, mas algo? Algo morava ali.
A porta de madeira rangeu rompendo a calmaria da floresta, alguns pássaros se tremeram e voaram para longe, de dentro da casa uma figura miúda envolta de um manto negro saiu, seu andar era lento e manco. Em suas mãos a figura carregava um regador antigo e grande o que tornava todo aquele esforço muito mais difícil. A figura tinha cabelos brancos visíveis apenas pelos buracos do manto.
A figura cantava, cantava uma música alegre apesar de sua forma decrépita e pegajosa, a figura cantava em pleno pulmão, para ela a floresta pertencia-lhe. Ela parou a pequena caminhada quando chegou em um pequeno campo de plantação, com o regador ela começou a despejar aquele líquido vermelho vivo. A terra negra ao receber o líquido começou a se mexer, como se estivesse bebendo o líquido.
─Isso minha criança, coma tudinho e cresça logo e cresça feliz!
A figura negra sorriu e voltou a sua marcha de volta para sua casa, cantando um pouco mais alto uma música alegre.
A cidade ficava a maios ou menos um 40 km do início da floresta, para ela os problemas da floresta estavam muito longe, muito demorados, pode se dizer que eram praticamente dois problemas em esferas diferentes que estavam muito distantes. Então foi um choque quando esses dois mundos se eclodiram.
Graças aos Deuses ainda não é a hora ainda, mas dentro de um pequeno beco sujo com uma pessoa escondida entre duas grades de uma cerca, ele respirava forte e suava por toda a cabeça, em sua mão estava um revólver antigo, dos tempos de faroeste, uma leve fumaça saía do cano.
─Que merda! Merda!
Um grunhido forte veio a sua esquerda, o rapaz olhou e tomou um susto, lá vinha eles, o cheiro forte a pele cinza e os olhos insanos não deixavam dúvidas do que eles eram. O rapaz preparou a mira e apertou o gatilho, a arma fez um plec nada amigável, para falar a verdade o rapaz detestava plec, detestava mesmo. O homem de pele cinza atacou e em um instante sua cabeça foi decepada. Atrás dele havia um homem alto com barba e usando um casacão marrom que cobria o corpo que contrastava com a cor branca de seus cabelos. Rugas cobria seu rosto, mas sua principal marca era um sorriso bonachão.
─Com medo Redrein? Deveria desistir desse ramo.
─Eu não desistir quando a gente teve que lidar com a gárgula.
O homem riu:
─Verdade. Aquilo foi bem ruim. Venha vamos voltar para casa.
─Minha frase favorita.
─É? Então por que não volta para a sua casa e desiste desse caminho.
O jovem parou um minuto e voltou a falar:
─Se eu fizesse isso a minha frase favorita perderia o sentido. É conhecendo a escuridão que apreciamos o amanhecer.
O velho suspirou e voltou a andar:
─Ainda não desiste, o que mais eu tenho que fazer para ele desistir.
─Hei velho! ─chamou o jovem, quando ele se virou um tiro passou por um triz de sua orelha, o velho se encolheu todo. ─Não mexa nas minhas pistolas e balas de novo.
─Okay okay, estamos combinado. 
        Os dois caminharam lado a lado 

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